Cada indicador financeiro, explicado em português.
Fórmula, leitura prática e intervalos saudáveis de mais de 70 KPIs — rentabilidade, liquidez, endividamento, tesouraria e crescimento — para o contexto de uma PME portuguesa. Aberto e gratuito.
75 indicadores
Rentabilidade
9Margem Bruta
Gross Profit Margin
Margem bruta. API: estimada a partir do unitCost dos produtos. SAF-T-C: real via CMVMC. Só aparece quando há custo de produto ou contabilidade — empresas de serviços sem custos não a têm.
Quanto sobra de cada euro vendido depois do custo direto do que vendeste. É o tecto de toda a rentabilidade que vem a seguir.
Muito dependente do setor: comércio 20–40%, serviços 60–80%, software > 80%. Compara com pares, não em absoluto.
Margem Operacional
Operating Profit Margin
Resultado operacional como % de receita. Precisa de P&L do SAF-T-C.
Margem do negócio em si (EBIT/receita), antes de juros e impostos. Isola a eficiência operacional do efeito do financiamento.
Margem Líquida
Net Profit Margin
Resultado líquido como % de receita. Inclui impostos e financeiros.
O que sobra no fim, depois de tudo — incluindo juros e IRC. É o lucro que de facto fica na empresa.
PME saudável: 5–10%. Abaixo de 3% deixa pouca almofada para imprevistos.
Margem EBITDA
EBITDA Margin
EBITDA / Receita. Precisa P&L.
Margem antes de amortizações, juros e impostos — uma aproximação à geração de caixa operacional, comparável entre empresas com estruturas de ativo diferentes.
ROA
Return on Assets
Rentabilidade do ativo. Precisa balanço (médio).
Quanto a empresa gera face a tudo o que tem em ativo. Mede a eficiência do capital investido, independentemente de como foi financiado.
ROE
Return on Equity
Rentabilidade do capital próprio. Precisa balanço.
Rentabilidade para o sócio: retorno sobre o capital próprio. É o número que o investidor compara com alternativas.
Se o ROE for inferior ao custo de capital (ou a um depósito sem risco), o negócio está a destruir valor.
ROCE
Return on Capital Employed
ROCE = EBIT / (CP + Dívida MLP). Precisa balanço.
Retorno sobre o capital empregue (próprio + dívida de médio/longo prazo). Bom para comparar negócios intensivos em capital.
Custo Pessoal / Receita
Payroll-to-Revenue
Que fração da receita é consumida pelo custo de pessoal. Benchmark SaaS: 40-60% saudável; > 80% = unsustainable.
Que fatia da receita é consumida pelo custo de pessoal. É o rácio de sustentabilidade da equipa.
Saudável em serviços/SaaS: 40–60%. Acima de 80% o modelo não se aguenta sem crescer receita ou cortar equipa.
Custos Fixos / Receita
Fixed-Expenses-to-Revenue
Que fração da receita vai para custos fixos não-pessoal.
Peso dos custos fixos não-pessoal na receita. Quanto mais baixo, mais flexível e resiliente é a estrutura de custos.
Atividade
5Saldo Clientes em Aberto
AR Balance
Total a receber de clientes. Cruza faturas com recibos via externalId/invoiceNo.
É capital teu que está, na prática, emprestado aos clientes. Cruza com a caixa: muito a receber + pouca tesouraria = problema de cobrança, não de vendas.
PMR (DSO)
AR Days
Dias médios entre emissão e cobrança das faturas pagas no período.
Prazo Médio de Recebimentos (DSO): quantos dias demoras, em média, a receber depois de faturar. Compara-o com o prazo que concedes.
B2B em Portugal ronda 30–60 dias. O DL 62/2013 fixa 30 dias como prazo supletivo (até 60 por acordo escrito).
Acima de 90 dias sinaliza cobrança fraca ou clientes em dificuldade — antecipa risco de incobrável.
% Saldo > 90d
AR > 90d (%)
Parte do saldo de clientes com mais de 90 dias — risco de incobrabilidade.
A fatia do saldo de clientes que já passou os 90 dias. É a antecâmara da imparidade (perda por incobrabilidade).
Acima de 10–15% do total a receber, revê a política de crédito e arranca cobrança ativa.
% Saldo > 60d
AR > 60d (%)
Saldo de clientes com mais de 60 dias.
Saldo vencido há mais de 60 dias — o aviso prévio antes de cair no bucket dos 90 dias.
Taxa de Cobrança
Settlement Rate
Percentagem das faturas emitidas no período que já foram saldadas.
Taxa de cobrança: que percentagem do que faturaste no período já foi efetivamente paga.
Abaixo de 70% a dívida acumula-se e arrasta-se para os meses seguintes.
Eficiência
4PMP (DPO)
AP Days
Dias médios de pagamento a fornecedores. SAF-T-C precisa porque API só tem faturação.
Prazo Médio de Pagamentos (DPO): quantos dias demoras a pagar aos fornecedores. Pagar mais tarde liberta caixa.
Esticar demais queima relação com fornecedores e faz perder descontos de pronto pagamento. Equilibra com o PMR.
Dias de Inventário
Inventory Days
Quantos dias o stock cobre as vendas. Precisa CMVMC do SAF-T-C.
Quantos dias de vendas o stock médio cobre. Stock parado é caixa imobilizada e risco de obsolescência.
Ciclo Conversão de Caixa
Cash Conversion Cycle
Dias entre pagar fornecedores e receber de clientes.
Ciclo de Conversão de Caixa: dias entre pagar fornecedores e receber de clientes (PMR + dias de stock − PMP).
Quanto menor, melhor. Negativo (recebes antes de pagar) é excelente — típico de retalho e subscrição.
Receita por FTE (anual)
Revenue per FTE (annual)
Produtividade da equipa, sempre ANUALIZADA (receita do período × 365/dias ÷ FTE) — por isso numa vista mensal mostra o valor projetado para o ano, não o do mês. SaaS PT benchmark: €80-150k/FTE/ano para empresas em crescimento.
Produtividade da equipa: receita anualizada por colaborador a tempo inteiro. Numa vista mensal mostra o valor projetado para o ano.
Benchmark SaaS PT em crescimento: €80–150k por FTE/ano.
Liquidez
5Rácio de Liquidez Geral
Current Ratio
Capacidade de pagar dívidas a < 1 ano. Precisa balanço.
Capacidade de pagar o que vence a menos de um ano com o ativo corrente. É o termómetro básico de tesouraria.
Saudável entre 1,5 e 2. Abaixo de 1 há risco de incumprimento; muito acima de 2 pode indicar ativos parados sem render.
Rácio de Liquidez Reduzida
Quick Ratio
Liquidez sem depender de venda de stocks.
Versão exigente da liquidez: tira os inventários, que nem sempre se vendem depressa.
≥ 1 é a zona de conforto — consegues pagar o curto prazo sem depender de vender stock.
Disponibilidades
Cash on Hand
Caixa + depósitos. Precisa SAF-T-C ou banking PSD2.
Caixa e depósitos disponíveis. O dinheiro que está mesmo lá para pagar contas — não confundir com lucro.
Runway (meses)
Runway (Months)
Meses de sobrevivência. Empresa em burn → meses até a caixa esgotar ao ritmo atual. Empresa lucrativa → stress test: meses se a receita parasse amanhã (cushion sobre os custos fixos). Em ambos os casos: < 6 = critical; 6-12 = needs raise; > 18 = healthy.
Meses de sobrevivência ao ritmo atual de queima de caixa. Para empresa lucrativa, é um teste de stress: quanto aguentavas se a receita parasse.
< 6 meses = zona vermelha (corta custos ou capta capital já); 6–12 = planeia a próxima ronda; > 18 = confortável.
Caixa (snapshot)
Cash on Hand (Manual)
Snapshot manual do saldo bancário. Substituído por integração PSD2 em Phase 4.
Snapshot manual do saldo bancário, enquanto não há ligação automática ao banco. Mantém-no atualizado — alimenta o runway.
Endividamento
3Dívida / Capital Próprio
Debt to Equity
Endividamento total como % do CP. Precisa balanço.
Quanto deves por cada euro de capital próprio. Mede a alavancagem da empresa.
Acima de ~200% (2×) a estrutura está muito alavancada para uma PME — pouco colchão para absorver choques.
Dívida / Ativo
Debt to Assets
Quanto do ativo está financiado por dívida.
Que fração do ativo é financiada por dívida (e não por capital próprio). Quanto mais alto, maior a exposição a credores.
Autonomia Financeira
Equity to Assets
Autonomia financeira. Inverso parcial de debt/assets.
Autonomia financeira: o peso do capital próprio no total do ativo. É o rácio que bancos e a banca de investimento mais olham antes de conceder crédito.
Referência saudável em Portugal: ≥ 30–35%. Abaixo de 20% a empresa está descapitalizada.
Cash Flow
10Recebimentos de Clientes
Customer Receipts
Dinheiro efectivamente recebido de clientes no período (recibos + faturas-recibo de liquidação imediata). Caixa real, não inclui salários nem outras saídas.
Dinheiro que entrou mesmo de clientes (recibos + faturas-recibo de pronto pagamento). É caixa, não faturação — pode divergir muito da receita.
Pagamentos a Fornecedores
Supplier Payments
Dinheiro pago a fornecedores no período. NÃO inclui salários (a folha não passa pelo feed de pagamentos do ERP) — esses aparecem na linha 'Salários'.
Pagamentos efetivos a fornecedores. Não inclui salários (a folha não passa no feed de pagamentos do ERP) — esses surgem em linha própria.
Cash Flow Operacional (s/ salários)
Operating Cash Flow (excl. payroll)
Caixa operacional antes de salários: o que entrou de clientes menos o que saiu para fornecedores. Subtrai a linha 'Salários' para chegar ao burn.
Caixa operacional antes de salários: o que entrou de clientes menos o que saiu para fornecedores. Subtrai os salários para chegar ao burn.
Salários (estimativa)
Payroll Cash-Out (est.)
Custo de pessoal estimado para o período (bruto + encargos + subsídio refeição), a partir da Equipa. Mostrado à parte porque não passa pelo feed de pagamentos do ERP — fecha a conta: Recebimentos − Fornecedores − Salários ≈ Burn.
Custo estimado de pessoal do período (bruto + encargos + subsídio refeição). Mostrado à parte para fechar a conta com o burn.
Cash Flow Operacional
Operating Cash Flow
OCF derivado do SAF-T-C. Mais sólido que o net_cash_flow_period (recibos).
Caixa gerada pela operação (EBITDA ajustado da variação de fundo de maneio). Mais sólido que o cash flow por recibos.
Free Cash Flow
Free Cash Flow
FCF = OCF − investimento. Precisa balanço para CapEx.
Caixa que sobra depois do investimento (CapEx) — o dinheiro verdadeiramente livre para remunerar sócios ou amortizar dívida.
Variação de Caixa
Net Cash Flow
Variação líquida de caixa no período.
Margem de Cash Flow
Cash Flow Margin
Capacidade de converter receita em caixa.
Burn Mensal
Monthly Burn Rate
Caixa que sai menos caixa que entra, por mês. Baseado em dinheiro real (recibos + docs de pagamento imediato) + salários. Positivo = queima caixa, negativo = gera caixa.
Quanto de caixa queimas por mês. Positivo = consomes reservas; negativo = geras caixa.
Lê sempre o burn ao lado do runway — burn alto só é problema se a caixa for curta.
Burn do Período
Burn (Period)
O mesmo burn, mas no total do período escolhido (não mensalizado), para fechar a cascata: CF Operacional − Salários = −Burn do Período. Usa as mesmas linhas mostradas em cima (caixa real do ERP + salários estimados). O 'Burn Mensal' é este valor reduzido a um mês.
O mesmo burn, mas no total do período escolhido (não mensalizado). Fecha a cascata: Cash Flow Operacional − Salários = −Burn.
Receita
9Volume de Negócios
Total Revenue
Receita total emitida no período. Inclui FT/FR/FS, subtrai NC/ND.
É o ponto de partida de toda a análise. Confirma sempre que bate com o volume de negócios contabilístico do mesmo período.
Divergências face à contabilidade costumam vir de faturas com data fora do período, autofaturação ou notas de crédito mal imputadas.
Crescimento de Vendas
Revenue Growth
Variação de receita vs. período anterior comparável.
Mede o ritmo do negócio. Compara períodos homólogos (mês vs. mesmo mês do ano anterior) para neutralizar a sazonalidade.
Crescimento sustentável para PME: ~10–30%/ano. Acima disso, vigia a tesouraria — crescer consome fundo de maneio.
Volume de Negócios Anualizado
Annualised Revenue
Projeção linear anual baseada no período observado.
Projeta a receita do período para o ano inteiro. Útil cedo no exercício ou em negócios recentes sem histórico anual.
Assume ritmo constante — sobrestima em atividades sazonais (ex.: comércio com pico no Natal).
ARR Estimado
ARR (est.)
Annual Recurring Revenue estimado. Heurística: cliente recorrente = ≥3 faturas nos últimos 12 meses.
Estima a receita anual recorrente — clientes que voltam de forma previsível (avenças, subscrições).
Numa empresa de projeto pontual ou venda avulsa este indicador perde sentido; lê-o só se tens recorrência real.
MRR Estimado
MRR (est.)
Monthly Recurring Revenue derivado de ARR.
A versão mensal do ARR. Para SaaS/serviços por subscrição é o número-rei do crescimento.
Crescimento Margem Bruta
Gross Profit Growth
Variação da margem bruta. Precisa CMVMC do SAF-T-C.
Crescimento EBIT
EBIT Growth
Variação do resultado operacional.
Crescimento Resultado Líquido
Net Income Growth
Variação do resultado líquido.
Equilíbrio de Crescimento
Growth Equilibrium
Crescimento máximo sem captar capital novo. Métrica Enzo exclusiva.
Cliente
15Clientes Ativos
Active Customers
Clientes que emitiram pelo menos 1 fatura no período.
Quantos clientes distintos faturaram no período. Lê-o ao lado da receita: subir receita com menos clientes = mais dependência.
Ticket Médio
Average Invoice Value
Valor médio por fatura emitida no período.
Ticket médio por fatura. Subir o ticket é a alavanca de crescimento mais barata — não exige captar clientes novos.
Receita Média por Cliente (ARPC)
Avg Revenue per Customer
Receita média por cliente ativo no período.
Receita média por cliente ativo. Cruza com o custo de servir cada cliente para perceber quais relações compensam.
Novos Clientes
New Customers
Clientes que apareceram pela primeira vez no histórico durante o período.
Clientes que apareceram pela primeira vez no período — o motor de aquisição. Compara com o churn para ver se a base cresce ou só repõe perdas.
Clientes Inativos (>90d)
Inactive Customers (>90d)
Clientes com histórico de faturação que estão silenciosos há mais de 90 dias — risco churn.
Clientes com histórico mas silenciosos há mais de 90 dias. São o teu pipeline de reativação — e o sinal precoce de churn.
Concentração Top 5 Clientes
Top 5 Customer Concentration
Quanto do volume de negócios depende dos 5 maiores clientes.
Quanto do volume depende dos 5 maiores clientes. Mede a fragilidade da carteira.
Top 5 acima de ~60% da receita torna a empresa refém de poucas relações.
% Maior Cliente
Top 1 Customer Concentration
Risco de concentração no maior cliente. > 30% sinaliza dependência operacional.
O peso do maior cliente. É o teste de stress mais directo: e se ele sair amanhã?
Regra prática: nenhum cliente deve valer mais de 20–25% da receita. Acima de 30% há dependência operacional séria.
Logo Churn
Customer Logo Churn
Percentagem de clientes do período anterior que não voltaram a comprar.
Logo churn: a percentagem de clientes do período anterior que não voltaram a comprar.
Em carteiras concentradas engana — perder 1 cliente grande conta o mesmo que perder 1 pequeno. Vê também o revenue churn.
Revenue Churn
Revenue Churn
Receita perdida vs. receita do período anterior. Mais informativo que logo churn quando há concentração.
Receita perdida com os clientes que saíram, em percentagem da receita anterior. Mais fiel que o logo churn quando há concentração.
Net Revenue Retention
NRR
Retenção de receita com expansão. > 100% = clientes existentes a crescer. KPI VC central.
NRR: quanto rende hoje a base de clientes de há um ano, contando expansões e perdas. É a métrica-rei da retenção.
> 100% é o ideal — cresces só com os clientes que já tens. SaaS de topo: 110–130%.
Gross Revenue Retention
GRR
Retenção sem contar expansão. Mede só perdas. Cap a 100%.
GRR: retenção pura, sem contar upsells. Mede só a fuga de receita (limitada a 100%).
Abaixo de ~80%/ano é preocupante — perdes mais de um quinto da base por ano.
LTV Aproximado
Customer LTV (est.)
Lifetime value estimado por cliente. Versão API usa gross_profit_margin estimada; versão SAF-T-C usa margem real.
Valor estimado que um cliente gera ao longo de toda a relação. Faz sentido quando comparado com o custo de aquisição (CAC): o saudável é LTV ≥ 3× CAC.
Depende de margem e churn estáveis — em dados de faturação puros é uma estimativa, não um valor exato.
Valor Pipeline
Pipeline Value
Soma dos orçamentos/proformas em aberto. SAF-T não tem este dado — só API faturação.
Valor dos orçamentos em aberto — receita potencial, não garantida. Pondera-o pela taxa de conversão histórica antes de contar com ele.
Valor Médio Orçamento
Avg Quote Value
Ticket médio em pipeline.
Taxa Conversão Orçamentos
Quote Conversion Rate
% de orçamentos que viram receita.
Que fração dos orçamentos vira receita. Mede a eficácia comercial e ajuda a prever vendas futuras a partir do pipeline.
Produto
7Produtos Ativos
Active Products
Quantos produtos distintos foram efectivamente vendidos no período. Comparar com catálogo total revela subutilização (catálogo aspiracional vs realidade).
Produtos distintos efetivamente vendidos no período. Compara com o catálogo total — a diferença revela catálogo aspiracional vs. realidade.
% Maior Produto
Top 1 Product Share
Concentração de receita no produto mais vendido. > 50% sinaliza risco de single-product failure.
Peso do produto mais vendido na receita. Mede concentração de portfólio.
Acima de 50% sinaliza risco de single-product failure — uma quebra de procura nesse produto abala todo o negócio.
% Top 3 Produtos
Top 3 Product Share
Diversificação do portfolio de produtos.
Peso dos 3 produtos de topo. Lê-o como o inverso da diversificação do portfólio.
Linhas por Fatura
Lines per Invoice
Profundidade do cesto: quantas linhas em média por fatura. > 1 sugere cross-sell efectivo.
Desconto Médio
Avg Discount Rate
Disciplina de preço — qual a percentagem média de desconto aplicada (ponderada por valor).
Desconto médio aplicado (ponderado por valor). É um termómetro da disciplina de preço da força de vendas.
Descontos a subir sem subir volume corroem margem silenciosamente — vigia esta linha de perto.
Receita Média por Produto
Avg Revenue per Product
Quanto vale em média cada produto distinto vendido.
Concentração Single-Point
Single-Point Concentration (Customer×Product)
Cruza concentração de cliente com concentração de produto. Mostra o maior single point of failure: se este par desaparecer, perdes X% da receita. > 30% = risco crítico.
Cruza o maior cliente com o maior produto: a receita do par (top cliente × top produto). Mostra o maior ponto único de falha do negócio.
Acima de 30% é risco crítico — se esse par desaparecer, perdes um terço da receita de uma vez.
Equipa & Custos
8Headcount
Headcount
Número de colaboradores ativos no período.
Número de colaboradores ativos. Lê-o ao lado da receita por FTE — crescer equipa sem crescer receita por pessoa corrói margem.
FTE
Full-Time Equivalent
Equivalente a tempo inteiro — soma os colaboradores ponderada por % de tempo (part-time conta como < 1).
Equivalente a tempo inteiro: pondera os part-times. Mais fiel que o headcount para medir capacidade real de trabalho.
Salário Bruto Médio
Avg Gross Salary
Salário bruto médio mensal (base, sem subsídios).
Salário bruto médio mensal (base, sem subsídios). Útil para comparar com o mercado e para projetar massa salarial.
Custo Total Pessoal (mês)
Total Payroll Cost (Monthly)
Custo mensal total para a empresa por todos os colaboradores ativos. Inclui encargos sociais e subsídio de refeição.
Custo real da equipa para a empresa, não o salário do colaborador: inclui TSU patronal (23,75%), FCT, seguro de acidentes e subsídio de refeição.
O custo da empresa é tipicamente ~25–30% acima do salário bruto — orçamenta sempre pelo custo total.
Custo Total Pessoal (ano)
Total Payroll Cost (Annual)
Custo anual total: bruto × 14 (12 + Férias + Natal) + encargos + subsídio refeição × meses úteis.
Custo anual de pessoal: bruto × 14 (12 meses + férias + Natal) mais encargos e subsídio de refeição pelos meses úteis.
Custos Fixos
Total Fixed Expenses
Total de despesas fixas ativas (rendas, software, infra, telecomunicações, …) agregado conforme o período do filtro: mês, trimestre (×3) ou ano (×12).
Total de custos fixos (rendas, software, infra, comunicações…). É o patamar que tens de cobrir todos os meses, vendas ou não.
Categorias de Custos Ativas
Active Expense Categories
Diversificação de tipos de custo. Tipicamente entre 4-8.
% Maior Categoria de Custos
Top Expense Category Share
Concentração nos custos fixos. > 60% sugere alta dependência (ex.: renda dominante).
Perguntas frequentes.
O que é o glossário de KPIs da Enzo?
+
É um dicionário aberto de mais de 70 indicadores financeiros relevantes para uma PME portuguesa. Para cada um mostramos a fórmula, como se lê na prática e os intervalos considerados saudáveis no contexto nacional.
Os indicadores estão explicados em português?
+
Sim. Cada KPI tem o nome em português (e o equivalente em inglês), a definição, a fórmula e uma leitura prática — pensada para quem gere uma empresa sem ser especialista em finanças.
Qual a diferença entre indicadores de faturação e de contabilidade?
+
Os de faturação calculam-se só com os dados de vendas (basta ligar o software de faturação). Os de contabilidade precisam do balanço — ou seja, do SAF-T-C / contabilidade — para serem calculados.
Preciso de conta para consultar o glossário?
+
Não. O glossário é público e gratuito. Para ver estes indicadores calculados automaticamente sobre os dados da tua empresa, ligas a Enzo à tua faturação ou carregas o SAF-T-PT.
Não os calcules à mão. Vê-os sobre a tua empresa.
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